A importância dos quilombos no Brasil hoje

Enviada em 31/07/2020

No período de escravidão no Brasil, durante os séculos XVII e XVIII, os negros que conseguiam fugir dos maus tratos e péssimas qualidades de vida, para alcançarem a liberdade, se refugiavam em locais escondidos no meio da mata. Entretanto, o símbolo afro-brasileiro sofre até hoje a escravidão do preconceito racial, bem como dos avanços de grandes empreiteiras. Isso ocorre não só por questões políticas, mas também devido à sociocultura.

Primeiramente, é necessário reconhecer que os quilombos brasileiros são símbolos culturais dos negros, que passam por muitas gerações, preservando os hábitos culturais, porém, vítimas da escravatura do preconceito racial. Desse modo, as empreiteiras, com o objetivo de diminuir as comunidade quilombolas, reforçar o racismo e se apoderarem das terras onde essas comunidades se desenvolvem, constroem indústria e inserem atividades agrícolas, ferindo a lei de proteção quilombola, que afirma no Art. 68: “Os quilombos que estejam ocupando suas terras é reconhecida a propriedade definitiva”.

Além disso, as questões socioculturais contribuem para a propagação dessa problemática. No Brasil, existem mais de 3000 mil comunidades quilombolas; segundo o Instituto de Geografia e Estatística (IBGE), 977 estão localizadas no nordeste, e 68 delas apenas em Alagoas. Vale ressaltar que essa luta teve início há 322 anos, quando o líder quilombola Zumbi dos Palmares foi assassinado, e permeia até os dias atuais, embora muitas pessoas afirmem que os quilombos são apenas coisas do passado.

Para mudar esse cenário é necessário que o Governo Federal fiscalize o exercício do Art. 68 da lei de proteção quilombola. À Organização das Nações Unidas (ONU), cabe o dever de reforçar a importância dos direitos humanos, por meio de programas socioculturais, que explorem os mais diversos grupos quilombolas existentes no Brasil. Com essas medidas, será possível garantir a maior valorização da cultura afro-brasileira.