A importância dos quilombos no Brasil hoje

Enviada em 03/08/2020

Na música de Gilberto Gil “Quilombo, O Eldorado Negro” conta a importância do surgimento dos quilombos, quanto um grupo ou comunidade, que trazia, além da revolução, uma nova proposta contra a estrutura hegemônica daquele momento, além disso também enfatiza a luta que os quilombos tiveram de enfrentar para se manterem firmes. Nesse sentido, o engrandecimento e o reconhecimento da diversidade cultural brasileira torna-se essencial na concretização da identidade nacional, contudo a fragilidade das comunidades quilombolas, haja vista a falta de iniciativas públicas sociais, bem como a falta de reconhecimento da sociedade a essas comunidades.

Em primeira análise, a falta de reconhecimento da população aos quilombos mostra-se campo fértil para o desequilíbrio desses, visto que, segundo um levantamento da Fundação Cultural Palmares, são 3.524 de quilombos no Brasil. Ademais, com essa ausência contribui com a falta de mecanismos, como o papel das instituições educacionais, na valorização das diversidade étnicas brasileiras, a exemplo, dos quilombos, como parte integrante da cultura nacional, em que repercute na diminuição de uma compreensão sobre a preservação desses povos e, consequentemente, uma menor participação de diferentes autores na reivindicação necessária ao amparo a associações historicamente importantes.

Outrossim é factível que a escassez de iniciativas públicas é igualmente fator dos obstáculos no desenvolvimento desses grupos. Segundo a Organização Pan-Americana, os problemas de saúde mais recorrentes neste segmento populacional estão associados às desigualdades históricas que condicionam a pobreza e reduzem o acesso aos serviços de saúde. Com isso, a falta de ações públicas assistencialistas, como a disponibilidade do acesso à saúde e educação nessas comunidades, a qual reflete diretamente na miserabilidade e no desequilíbrio da manutenção cultural. No entanto, o Ministério da Saúde (MS) garantiu o acréscimo de 50% nos valores repassados por equipes de saúde a municípios que atendessem populações quilombolas.

Infere-se, portanto, que medidas  são necessárias para resolver no embate a esse cenário problemático. Assim, cabe ao Ministério da Educação, juntamente com as instituições escolares proporcionar um ambiente mais crítico quanto a valorização dos quilombos, onde pode ser concretizado por intermédio de associações com as universidades que dedicam seus estudos a sociedades remanescentes, para que através de seminários e diálogos nas escolas , adaptados à compreensão de cada série, possa estabelecer, desde a base do pensamento, uma visão mais holística quanto a importância dessas comunidades, a fim de estabelecer um tecido social engajado no amparo a grupos que representam a exuberância nacional.