A importância dos quilombos no Brasil hoje
Enviada em 05/08/2020
Os quilombos surgem a partir da fuga de escravos do trabalho forçado e das péssimas condições de vida que eram sujeitos, assim criando comunidades de resistência. No entanto, com a lei de terras — qual diz que a propriedade no Brasil só pode ser adquirida por compra, venda ou doação do Estado — muitos desses refúgios foram tomados pela elite. De mesmo modo, essa herança cultural sofre exclusão até os dias atuais. Diante disso, faz-se necessária uma análise social desse cenário a fim de revertê-lo.
Em uma primeira abordagem, deve-se pontuar que os quilombos trouxeram a preservação da rica cultura afrodescendente, além ser um local onde os ex-escravos lutavam pela sua liberdade. Nesse contexto, segundo levantamento da Fundação Cultural Palmares, do Ministério da Cultura, existem 3.524 dessas comunidades, onde muitos habitantes dependem delas para sobreviverem. Dessa maneira, essas organizações residenciais são extremamente importantes para a vida dos que habitam nesse ambiente e para a história brasileira.
De modo complementar, de acordo com o autor Antônio Teixeira de Lima os problemas enfrentados por essas propriedades se advém da concentração da posse de terras pelas elites e as profundas desigualdades sociais. Nesse sentido, disputas latifundiárias e o interesse capitalista, além do racismo excludente, fazem com que os moradores fiquem desabrigados. Assim, é gerada a perca da cultura histórica desse povo, fora o desabrigamento de muitas pessoas que não têm condições financeiras para viverem fora dos quilombos.
É necessário, portanto, ações as quais alterem o quadro. Logo, cabe ao Ministério da Cultura a tarefa de reforçar a fiscalização sobre o artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, lei qual protege a propriedade quilombola, através da socialização da comunidade e do órgão do Estado, por meio de aplicativos de comunicação, com o fito de preservar a cultura e vida desse povo. Dessa forma pode-se pensar em uma sociedade que resguarda a história do seu país e do seu povo.