A importância dos quilombos no Brasil hoje
Enviada em 09/08/2020
No Brasil colonial, quilombos eram locais de refúgio para os escravos fugitivos dos extensos latifúndios, eles representavam uma segregação máxima da sociedade excludente e patriarcal. Com isso o símbolo afro-brasileiro sofre até hoje a escravidão do preconceito racial e também dos avanços de grandes empreiteiras.Isso ocorre não só por questões políticas mas também devido motivos socioculturais.
Os interesses capitalistas, como; no setor agropecuário, ameaça os quilombos e sua importância no cenário nacional. O avanço das fronteiras agrícolas se faz, na expropriação de propriedades alheias acarreta disputas violentas de latifundiários com pessoas que dependem daquele lugar. Ainda não existe um levantamento oficial sobre o número de comunidades quilombolas existentes no Brasil ou sua população. Fontes não governamentais estimam a existência de 2.000 a 3.000 comunidades. O cadastro oficial do governo brasileiro reconhece a existência de 1.170 comunidades.
No entanto, uma das características mais importantes dos quilombos para o Brasil é a diversificação cultural, onde essas comunidades disponham para uma nação a rica cultura afrodescendente. O Poder Público tomou medidas para conservá-las. Ações como o ensino obrigatório da cultura afrodescendente que abrange a valorização dos quilombos nas escolas e a lei de cotas que facilita o acesso de membros destas comunidades ao ensino superior são exemplos de medidas empáticas por parte do governo. Desta forma corrige as distorções socioeconômicas e o governo garante a perpetuação física dos membros quilombolas e a manutenção cultural destas comunidades, valorizando-as.
Com isso, é necessário mais ações do Poder Público, para que as ameaças não se mantenham . Cabe ao Governo Federal, através da Polícia Federal enviar tropas para regiões onde existe o avanço das fronteiras agrícolas sobre os quilombos, com o objetivo de coibir o conflito entre representantes dos latifundiários e a população quilombola, para manter a perpetuação física e cultural desta prezada comunidade. Assim, poderemos não só garantir a importância dos quilombos, como a da diversidade cultural, mas também assegurar a assistência ao grupo social que mais sofreu durante a formação do país.