A importância dos quilombos no Brasil hoje
Enviada em 06/08/2020
No ilusório popular é comum que as pessoas correlacionem os quilombos a algo que ficou no passado, que provavelmente teria sumido com o fim da escravidão em 1888. No entanto é estimado pela Fundação Cultural Palmares (FCP) que existem aproximadamente 3524 comunidade remanescentes quilombolas espalhadas em diversos estados brasileiros. Mesmo com tamanha resistência dos quilombos, eles enfrentam diversos desafios, tendo como principal deles a questão fundiária, em que mesmo tendo o conhecimento e a certificação pela FCP não possuem direito ao território que os pertencem.
No contexto atual um dos vários atributos importantes dos quilombos para o Brasil, é a diversificação cultural, na qual essas comunidades puderam proporcionar a rica cultura afrodescendente, a qual o Poder Público tomou medida no decorrer dos anos para preservá-las. São exemplos de medidas empáticas tomadas pelo governo, o ensino obrigatório da cultura afrodescendente nas escolas, que engloba a importância e a valorização dos quilombos e a lei de cotas que torna mais simples o acesso de membros destas comunidades ao ensino superior. Por conseguinte o governo garante a perpetuação física dos membros quilombolas e a manutenção cultural destas comunidades, valorizando-as, além de corrigir deturpações socioeconômicas.
Contudo, interesses capitalistas, especialmente do setor agropecuário, intimida os quilombos e sua relevância no cenário brasileiro. O avanço das fronteiras agrícolas se faz, muita das vezes, nas expropriações de propriedades, que consiste no ato de privar os quilombos do que lhes pertencem, ocasionando em disputas violentas com os latifundiários. A relação conturbada das lideranças quilombolas com os interesses imobiliários já renderam episódios que extrapolaram a disputa judicial, escalando para ameaças, agressões e até mesmo homicídios.
Em virtude dos fatos mencionados, é notória a necessidade de mais ações do Poder Público, para que estas ameaças não se mantenham. Compete ao Governo Federal o envio de pelotões da Polícia Federal onde há avanço das fronteiras agrícolas sobre as comunidades quilombolas, afim de reprimir o conflito entre a população quilombola e os latifundiários, buscando preservar a identidade cultural desta pequena comunidade. Desta forma pode-se não só garantir a importância dos quilombos, como também garantir a assistência ao grupo social que mais sofreu no decorrer dos anos de formação do país.