A importância dos quilombos no Brasil hoje

Enviada em 07/08/2020

No século XV, com a chegada dos portugueses ao Brasil, o nativo foi visto com bons olhos, visto que já desbravavam as terras, das quais Portugal não tinha conhecimento, No entanto, a constante exploração fez com que esses povos -e posteriormente os negros africanos- fugissem e se abrigassem em aldeias, nas quais ficaram conhecidas com quilombos. Esses fazem menção a um passado de tamanha significância para o povo negro e escravizado, isso no século XXI representa a persistência negra perante a uma sociedade com eugenia. No entanto, a relevância dos quilombos é dada como nula, mediante a negligência tanto do Estado quanto da propriedade privada.

Inicialmente, a importância é desvalorizada, uma vez que, as políticas públicas que deveriam auxiliar na demarcação das terras são menosprezados pelo presidente Jair Messias Bolsonaro, para retirar a demarcação, já que a Fundação Nacional do Índio passou a pertencer ao Ministério da Agricultura.  Isso irá dificultar a fiscalização, já que não há interesse cultural por parte do governo, mas sim um econômico. Outro ponto a ser levantado é o avanço da pecuária, visto que tem crescido em direção ao Norte -maior concentração dos quilombos. É válido ressaltara trivialização da relevância nas escolas e centros de ensino desde o início, para que, no futuro possam dar a devida importância ao caso.

Com isso, a importância quilombola é menosprezada, já que o governo corrobora para a banalização do problema. Logo, a identidade nacional sofre grande impacto, posto que o Brasil possui grande influência das culturas africanas, europeias e indígenas, e a desregulagem resulta em perca da parte da cultura nacional, que se tornou símbolo de luta e liberdade, e que resultou no marco nacional -dia 20 de novembro.

Em virtude dos fatos mencionados, a FUNAI -dentro do Ministério da Agricultura- deve entrar com disputas judiciais o mais rápido possível para intensificar a demarcação de terras, por meio do direcionamento de verbas para a contratação de advogados na defesa para a legitimidade das terras. Outrossim, a Instituito de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional fiscalizar e acentuar a delimitação das terras periodicamente, com o auxílio de agrônomos, arqueólogos e historiadores para evitar a invasão de posseiros e latifundiários.