A importância dos quilombos no Brasil hoje

Enviada em 06/08/2020

No período de escravidão no Brasil, os negros sofriam maus tratos pelos seus senhores e enfrentavam péssimas condições de vida e trabalho. Os que conseguiam fugir se refugiavam com outros em igual situação, em locais bem escondidos e fortificados no meio das matas, que eram conhecidos como quilombos. Entretanto, por mais que, hodiernamente ainda existam os quilombos, suas terras são invadidas e não há punimento preciso diante os culpados, podendo acarretar o desaparecimento por completo dessas populações, que ainda resistem e lutam para a conservação de sua identidade. Sob essa lógica, é relevante analisar as principais consequências dessa problemática para a sociedade brasileira.

Em um primeiro plano, cabe retratar que o funcionamento dos quilombos considerava a tradição dos escravos fugidos que os habitavam. Nessas comunidades, realizavam-se atividades como agricultura, extrativismo e criação de animais e eles reviviam as suas tradições, podendo voltar a ser livres e praticar suas danças e músicas. Desse ângulo, os quilombos tiveram importante função na época da escravidão e continuam desempenhando papel essencial para a manutenção da cultura afro-brasileira e para a história de constituição do país. No entanto, foi somente cem anos após a abolição da escravatura que os povos conquistaram e tiveram a reivindicação pela propriedade da terra quilombolas pela Constituição de 1988, e o status de grupo formador da sociedade brasileira.

Ademais, em um país em que a abolição da escravatura jamais foi completada, tem-se a histórica invisibilidade e opressão de povos e comunidades quilombolas que foram dominados. Á vista disso, os descendentes de quilombolas vivem hoje uma intensa luta pelos direitos sociais e apropriação legal de terra, pela manifestações culturais, por respeito e por vida digna diante dessa sociedade que reprime o povo com racismo e preconceito. Além disso, se faz presente a invasão por comércios e industrias que utilizam a extração de recursos de terras onde vivem as comunidades quilombolas. Por isso, muitas associações quilombolas vivem em situação precária, onde não são respeitadas o modo de vida e ainda são vítimas de assassinatos, de destruição de suas casas e desapropriação de suas terras.

Portanto, faz se necessário, a preservação da identidade afro-brasileiro, que por muito tempo sofreram nas mãos de seus senhores sem ter direito e igualdade social, e que hodiernamente, resgatam seus costumes. Logo, cabe ao Governo realizar a fiscalização e prática do Art. 68, através da execução das leis que asseguram as comunidades quilombolas e também criar propagandas socioculturais, de modo a mostrar a importância da preservação de uma cultura construída em meio a tristeza. Pretende-se, dessa forma, diminuir os impactos sofridos por essa comunidade e garantir direitos igualitários á todos.