A importância dos quilombos no Brasil hoje
Enviada em 08/08/2020
Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. A importância dos quilombos no Brasil hoje reflete essa realidade, uma vez que persiste influenciado pelo preconceito racial sofrido, além do grande avanço das grandes empreiteiras em reduzir suas terras.
Certamente, é reconhecido o desejo das empresas que realizam obras em se apossarem das terras quilombolas. A partir da ação de se apoderar das terras com o objetivo de reduzir as comunidades, as empreiteiras ferem a Lei de Proteção Quilombola, registrada no Artigo 68 da Constituição Federal, “Aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas terras é reconhecida a propriedade definitiva, devendo o Estado emitir-lhes os títulos respectivos”.
Outrossim, os problemas socioculturais contribuem para a propagação do racismo na sociedade. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), existem mais de 3000 mil comunidades quilombolas no Brasil, 977 estão localizadas no nordeste, e 68 delas apenas em Alagoas. Porém, menos de 7% das terras reconhecidas como pertencentes a povos remanescentes de quilombos estão regularizadas no Brasil, afirma o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária).
Diante dos fatos mencionados, é necessário que o Superministério da Cidadania, em relação com a Fundação Cultural Palmares reforcem a valorização da cultura quilombola por meio das mídias e projetos socioculturais que explorem as diversas comunidades existentes no Brasil. É necessário que o Governo fiscalize a efetividade do Artigo 68 em proteger as terras quilombolas e preservar seus valores culturais. Espera-se, com isso, que o Brasil possa se tornar um país que valoriza a diversidade de sua cultura.