A importância dos quilombos no Brasil hoje
Enviada em 09/08/2020
Segundo o pensamento do Zumbi dos Palmares, “É chegada a hora de tirar nossa nação das trevas da injustiça racial”, ou seja, durante toda a história os quilombos sofriam com injúrias raciais, como consequência, até os dias de hoje não tem suas devidas notoriedade na sociedade. Nesse sentido, convém analisar dois aspectos: perda de terras e os escassos projetos públicos destinados aos mocambos.
Em primeiro lugar, sem dúvidas, a perda de terras é um dos maiores desafios da comunidade quilombola. Por isso, O direito desse povo ao acesso e à titulação definitiva do seu território foi decretado na Constituição Federal de 1988 no decreto N° 4887, isso significa uma importante conquista da luta do movimento negro e do movimento quilombola. Entretanto, verifica-se que isso não é efetivado com eficiência pelo Governo, poucos territórios são devidamente titulados, menos de 7% do total no Brasil.
Somado a isso, ressalta-se que a falta de notoriedade ocorre também nos projetos públicos, no sentido de infraestrutura de saúde e de educação, bem como medidas que promovam a sustentabilidade desses ambientes. Essa circunstância, consequentemente, deixa inviável a preservação da autenticidade dessa população e a manutenção desses espaços temporais, símbolos da resistência negra e a da memória cultural da nação, como cita o filósofo chinês Confúcio em “A cultura está acima da diferença da condição social”.
Evidencia-se, portanto, a necessidade do Governo redirecionar verbas e ampliar as políticas destinadas as comunidades quilombolas, para melhorar os indicadores de saúde, educação, a preservação desses espaços e da otimização da demarcação de terras, a fim de cumprir as leis constitucionais. Como também, o Ministério da Educação(MEC) ampliar a grade curricular de ensino, para levar o conhecimento de toda a história dos mocambos, ressaltando a participação para formação cultural brasileira, com o intuito de dar importância a essa sociedade, que faz parte da cultura do Brasil.