A importância dos quilombos no Brasil hoje
Enviada em 10/08/2020
Durante o período colonial no Brasil, os quilombos eram sinônimo de resistência e preservação cultural do povo africano escravizado. Nesse contexto, verifica-se a importância destes locais na constituição da identidade nacional, uma vez que são peças fundamentadoras da história do país. Assim, urge a necessidade de preservação de tais territórios, ação que é dificultada pela omissão governamental em relação a essa questão e pelo interesse monetário de grandes empresas nesses locais.
Em primeira análise, é primordial relacionar o desapreço governamental na regulamentação dessas áreas ao agravamento deste viés. Indubitavelmente, reconhece-se os quilombos como regiões de patrimônio histórico da nação brasileira, assim como zonas culturais passadas hereditariamente pelas comunidades quilombolas, as quais possuem direito de posse dos locais de acordo com a lei de proteção quilombola, em seu Art. 8. Logo, torna-se imprescindível que medidas sejam adotadas para reverter a situação em que a maioria desse povo não desfrute de tal direito.
Outrossim, é essencial destacar os interesses monetários da indústria produtiva como um dos empecilhos na preservação desses lugares. De acordo com o ativista Mahatma Gandhi, “A natureza pode suprir todas as necessidades do homem, menos a sua ganância”. Sob esta perspectiva, é lícito estabelecer uma relação ao impasse atual, de forma que uma das principais ameaças à manutenção da tradição naturalista dos povos negros são as empresas que objetivam tomar os locais dos quilombos para focos de produção. Dessa forma, é substancial a mudança desse quadro.
Dado o exposto, torna-se necessário a adoção de algumas medidas, a fim de amenizar a problemática. Portanto, é de responsabilidade do órgão legislativo nacional regulamentar essas áreas e preservar tal patrimônio, visto que, a partir da fiscalização incisiva da lei de proteção quilombola, e da implementação de uma lei mais eficiente que garanta aos povos quilombolas a proteção contra dominação industrial de seus territórios, será possível combater esse viés. Assim, se exercerá uma democracia justa.