A importância dos quilombos no Brasil hoje
Enviada em 09/08/2020
Zumbi dos Palmares foi um líder quilombola brasileiro, responsável por liderar o maior e o último quilombo do Brasil, lutava contra a escravidão, pela liberdade e pelo livre culto a religião, ícone da luta pela igualdade racial e símbolo da resistência durante o período colonial. Assim, urge destacar que os quilombos fazem parte da construção identitária cultural brasileira e possui grande importância para a história, visto que, marcou o período colonial salvando muitas vidas de afrodescendentes escravizados. Portanto, torna-se inquestionável a discussão sobre a atual importância dos quilombos no território brasileiro, trazendo à tona as dificuldades da posse de terras e revalorização cultural.
Inaugural para a discussão torna-se importante esclarecer que durante o período colonial do Brasil, muitos navios portugueses praticavam o tráfico negreiro, trocando, com as tribos africanas, os negros por mercadorias como tabaco ou cachaça, para então serem trazidos para a América, onde seriam vendidos e utilizados como escravos. Por quanto, muitos escravizados fugiram e formaram os quilombos, onde permaneciam a fim de exercerem sua cultura e religião, através de danças, comidas, rituais que estão inseridos na sociedade até hoje como a capoeira, acarajé e candomblé. Destarte, a cultura afro brasileira praticada nos recantos são de suma importância para a identidade cultural, Gloria Moura, Professora de Educação da Unb, afirma que ela devem ser revalorizadas para recompor a verdadeira identidade brasileira.
Por conseguinte, os quilombos são reconhecidos como terras de resistência, que, durante o período colonial, abrigavam escravos afrodescendentes fugidos, alguns indígenas também. Além disso, os recantos são assegurados através do artigo 216 “Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira, nos quais se incluem: (…) Ficam tombados todos os documentos e os sítios detentores de reminiscências históricas dos antigos quilombos.”. Entretanto, através da Folha de São Paulo, 1 a cada 10 mocambos não possui a posse, definitiva, da sua terra, o que demonstra a fragilidade desses locais que estão a mercê da insegurança de remoção das suas terras.
Posto isso, a interferência do estado, através do Ministério da Cidadania, é de notória relevância para assegurar os quilombos brasileiros, criando uma lei que torna todos os quilombos patrimônio cultural brasileiro. Assim, as propriedades poderão ser povoadas, de maneira segura, pelos afro brasileiros, sem que haja riscos da perda de suas terras. Portanto, os quilombolas poderão exercer sua cultura livres, para que tal riqueza seja assegurada de qualquer risco de extinção.