A importância dos quilombos no Brasil hoje

Enviada em 09/08/2020

O antropólogo, escritor e politico brasileiro Darcy Ribeiro tinha como essência a crença de que o Brasil, por ser o último país a acabar com a escravidão, tem uma perversidade intrínseca na sua herança, que torna a classe dominante enferma de desigualdade e de descaso. Com isso, torna-se inevitável a discussão sobre a importância dos quilombos no Brasil hoje, cujas principais causas são a diminuição das terras quilombolas e a falta de conscientização sobre a preservação de seus valores culturais. Causas essas que refletem uma realidade preocupante no que diz respeito ao país.

Acerca do supracitado, torna-se necessário ressaltar que, apesar da abolição da escravatura em 1888 através da Lei Áurea assinada pela princesa Isabel, a vida dos cidadão afrodescendentes não mudou para melhor no cenário geral. Esses eram obrigados a seguir os padrões da sociedade e, em muitos casos, eram privados de realizar seus costumes e praticas religiosas. Logo, os conjuntos habitacionais em que viviam, os quilombos, representavam a luta contra a opressão dominante e a permanência de sua cultura.

Ainda na perspectiva dessa problemática, vale acrescentar que, segundo a Constituição Federal de 88, as comunidades quilombolas têm o direito à propriedade de suas terras. Porém, com o avanço das cidades e a consolidação do capitalismo, várias empreiteiras têm cada vez mais diminuindo as terras quilombolas a fim de extinguir as comunidades e ter a posse do terreno. Ou seja, a virtude quilombola ainda existe em sua essência, já que ainda são obrigados a lutar por seus direitos.

Diante do exposto, fica claro que para garantir os direitos quilombolas e valorizar sua simbologia, é preciso adotar medidas. Para isso, fica a cargo do Governo Federal em parceria com os poderes Legislativo e Executivo trabalhar da manutenção e aplicação de leis e projetos sociais transmitidos por emissoras de TV, como Globo e Record, a fim de garantir que os quilombolas tenham seus direitos garantidos. Somente assim poder-se-á dar início a um Brasil divergente daquele visto por Darcy Ribeiro.