A importância dos quilombos no Brasil hoje

Enviada em 09/08/2020

Tido como louco, o ufanista protagonista de “O Triste Fim de Policarpo Quaresma”, obra pré-modernista de Lima Barreta, tem importante legado à sociedade brasileira: é com cidadania que se resolvem as mazelas do país. Assim, é preciso entender que os quilombos se fazem presente na ausência de tal herança. Isso, pois as instituições responsáveis pela culturalização dos cidadãos não têm sido eficaz.

É sabido o quão precárias são as informações e o reconhecimento sobre os quilombos, é deixado de lado toda sua representatividade e o símbolo cultural dos negros. Todavia, como defende o patrono da educação brasileira, Paulo Freire, “ninguém liberta ninguém, as pessoas se libertam em comunhão”. Ou seja, mesmo que as instituições midiáticas sejam arcaicas e conteudistas, para superar a falta de informação sobre a importância dos negros e os quilombos no Brasil elas são a melhor ferramenta social. Entretanto, nos atuais moldes, não promovem a construção social, o que torna possível a problemática.

Por conseguinte, despreparados e, não raro, ignorantes, os cidadãos tupiniquins se prostam inoperantes frente a valorização desses grupos. Afinal, em consonância a Oscar Wilde, “a insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou uma nação”. Porém, o que se observa é um povo desconhecedor de seus direitos – a até deveres. Logo, a cultura do comodismo e passividade persevera neste país.

Em suma, visto que a falta de interesse sob essas povoações é consequência da má qualidade da educação, é mister intervir em prol de soluções. Posto isso, almejando tornar as escolas mais modernas e cidadãs, por meio de infraestrutura tecnológica e capacitação docente, urge promover grande reforma na metodologia pedagógica, colocando cada vez mais em prática e tendo aulas específicas sobre o assunto e os povos do quilombo. Para tanto, é necessário que o governo fiscalize a efetividade da lei Art. 68, através de efetivação das leis que asseguram as comunidades quilombolas. Somente assim seria possível amenizar essa problemática, e que o triste fim de Quaresma não seja, também, um legado.