A importância dos quilombos no Brasil hoje

Enviada em 10/08/2020

Na antiguidade, durante os séculos XVII e XVIII, no período de escravidão no Brasil, os negros que conseguiam fugir para alcançarem a liberdade se refugiavam em locais escondidos aos redores da mata. Entretanto, o símbolo afro-brasileiro sofre hodiernamente a escravidão do preconceito racial. Isso sucede não só por questões políticas como também por motivos socioculturais, consequentemente, há vista disso, o preconceito só tende a aumentar.

Em primeira abordagem, cabe retratar que os quilombos brasileiros são símbolos culturais dos negros, nos quais foram vítimas da escravatura e preconceito racial. Segundo o Art. 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias: “Aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas terras, é reconhecida a propriedade definitiva, devendo o Estado emitir-lhes títulos respectivos”. Desse modo, os quilombolas têm direito de ocupar e permanecer em terras que auto declaradamente têm valor simbólico para as comunidades.

Ademais, os problemas socioculturais contribuem para a propagação dessa problemática. De acordo com o IBGE (Instituto de Geografia e Estatística), no Brasil existem mais de 3000 mil comunidades quilombolas, sendo 977 localizadas no Nordeste, e 68 delas apenas em Alagoas. Ainda assim, a luta quilombola existe há 322 anos, quando o líder quilombola Zumbi dos Palmares foi assassinado, porém, para muitas pessoas os quilombos são vistos como algo do passado.

Com isso, fazem-se necessárias mais ações do Poder Público, para que tais ameaças não se mantenham. Cabe ao Governo Federal, através da Polícia Federal, o envio de tropas para regiões onde há o avanço das fronteiras agrícolas sobre os quilombos, afim de coibir o conflito entre representantes dos latifundiários e a população quilombola, buscando manter a perpetuação física e cultural desta prezada comunidade. Assim, poderemos não só garantir a importância dos quilombos, como a da diversidade cultural, mas também assegurar a assistência a esse grupo. que mais sofreu durante a formação do país.