A importância dos quilombos no Brasil hoje
Enviada em 10/08/2020
Muito se discute a importância dos povos quilombolas no Brasil de hoje, comunidades que surgiram entre os séculos XVI e XIX, com o objetivo de fugir das fazendas e consequentemente da escravidão. Os refugiados perdiam grande parte de sua origem, sendo assim precisavam criar uma nova identidade cultural com indivíduos que partilhassem da mesma religião, danças, músicas, ou seja, de uma mesma cultura, para que a sua naturalidade fosse preservada.
Era muito comum na África, principalmente no Congo e em Angola encontrar quilombos e mocambos designados ao refugio de africanos, que eram escravizados sobretudo por derrotas em guerras. Um adendo pode ser dado ao Zumbi dos Palmares, homem negro, lembrado pelo Dia da Consciência Negra, que segundo alguns autores, era o principal responsável pela captura de escravos, justificando o fato de ter negado a liberdade dada pela Coroa Portuguesa, continuando suas lutas contra os portugueses.
A Lei Áurea, de 1888 assinada pela princesa Isabel, tinha como principal objetivo abolir a escravidão, tal fato foi fundamental para garantia de direitos dos negros pertencentes aos povoados quilombolas. No Brasil, são cerca de 3.386 comunidades quilombolas, segundo dados do site Comissão Pró-Índio de São Paulo. E segundo a mesma fonte, os direitos dessas pessoas são assegurados pela Convenção de 169 Sobre Povos Indígenas e Tribais da Organização Internacional do Trabalho.
Diante dos fatos mencionados, fica evidente que, os povos quilombolas constituem uma grande influência cultural brasileira, com o objetivo de preservar sua origem, é necessário que Governos Nacionais mapeiem áreas com essas pessoas e estabeleçam garantia de preservação cultural e qualidade de vida, asseguradas em Leis Constitucionais, ademais as Organizações Internacionais, ao lado do Ministério das Relações Exteriores assegurando qualidade de vida a esses povos.