A importância dos quilombos no Brasil hoje

Enviada em 10/08/2020

Nos primórdios do século XVII foram registrados as primeiras expedições para capturar escravos fugidos, sendo assim, os primeiros símbolos de resistência no Brasil. A partir daí, surgiram os primeiros quilombos aos quais hoje são de extrema importância para a história dos afro-brasileiros. Contudo ainda há um certo desrespeito nesse sentido motivado por parte da população, o que é algo completamente descabido. Dessarte é imprescindível que a importância dos quilombos seja enaltecida e a problemática seja eliminada.

A priori, é fulcral ressaltar a presença do racismo estrutural no Brasil, onde os costumes, hábitos e as falas levam o negro a segregação. Ademais, as pessoas não tem consciência plena do que falam. Foi no contexto de escravidão e resistência dos negros, que frases como ‘’não sou sua negrinha não’’ ou ‘‘mulata", foram espalhadas para a livre propagação. Isso é constatado na frase de Gabriel Pensador, “O racismo é burrice mas o mais burro não é o racista é o que pensa que o racismo não existe " , pois os cidadãos propagam o racismo sem perceber.

A posteriori, é notável que o Brasil em seu período de escravatura, registrou inúmeras fugas, com isso o país ainda possui um histórico importante. Segundo um levantamento da Fundação Cultural Palmares, são 3.524 grupos remanescentes, com isso é possível ver a importância da resistência, mostrando para a sociedade que eles são pessoas que passaram por períodos terríveis e lutam pela igualdade, servindo assim de inspiração para os próprios negros de qualquer classe social.

Em virtude de todos os fatos mencionados, faz-se mister que o Ministério da cultura invista em passeios turísticos gratuitos  para as escolas municipais e estaduais, levando-os para os quilombos, a fim de que as crianças aprendam a importância das sociedades quilombolas propagando assim, uma visão onde não existe diferenças entre as pessoas devido a cor da pele e a luta contra o trabalho escravo, com fito de proporcionar uma sociedade mais igualitária e empática.