A importância dos quilombos no Brasil hoje
Enviada em 09/10/2020
No decorrer de sua história, o Brasil se tornou uma nação com identidade própria e bem difundida entre costumes europeus, africanos e indígenas. Isso se tornou possível graças a colonização portuguesa e a vinda forçada de milhares de africanos para se submeter ao trabalho escravo no país. Ademais, a chegada dessas comunidades negras foram a base de um sistema econômico colonial vigente; Contudo, estes seres se manifestaram de várias formas contra os trabalhos forçados e a aculturação - como a formação de quilombos -, ambientes que precisam ser preservado de forma adequada (o que não ocorre hodiernamente) e necessitam de maior valor de amparo para constituir uma identidade afro-brasileira.
Em primeiro lugar, cabe ressaltar que a Constituição Federal Brasileira de 1988 menciona a proteção total às terras indígenas e quilombolas. Neste acordo legislativo, a intenção do Estado brasileiro era de trazer um sistema igualitário a toda população e seus diversos grupos sociais. Contudo, isto não se torna uma realidade diante do recorrente desamparo que se estabelece com o passar dos anos, pois o sistema político atual não está promulgando leis ou ações para que os quilombos tenham quaisquer condições equitativas de assistencialismo.
Ademais, estes ambientes necessitam de maior amparo estatal - para fazer parte de uma das diversas formas em que a cultura afro-brasileira se evidencia. Neste quesito, precisa-se de maiores incorporações de ações legislativas e executivas para que a valoração de mocambos seja uma realidade. Antigamente, essas comunidades eram formas de abrigar africanos refugiados, e, por isso, se tornaram símbolo da consciência negra; mas, que hoje em dia, necessitam de proteção contra a expansão da globalização e de um sistema legislativo adequado conivente com condição de bem estar social - que é um direito a todos.
Em suma, para que problemas como este não passem por processos de ressurgência, é preciso que o sistema Legislativo promulgue uma série de leis que protejam adequadamente comunidades quilombolas; e que o setor Executivo ajude monetariamente os quilombos por meio de um fundo monetário para trazer assistencialismo social (em diversos campos do Estado - como auxílio à educação, à saúde e ao lazer) para assim, melhorar as condições sociais destes grupos, e por conseguinte, proporcionar uma sociedade mais justa e equitativa no Brasil.