A importância dos quilombos no Brasil hoje

Enviada em 26/05/2021

Entre os séculos XVI e XVII houve a expansão do maior quilombo da história do Brasil liderado por Zumbi dos Palmares e possuía, em média, 20 mil participantes. A importância dessa forma de resistência contra a escravidão afrodescendente é imensurável e necessita ser debatida mais demasiadamente na contemporaneidade. Deste modo, urge-se um maior investimento nas escolas quilombolas e também, maiores divulgações sobre o tema, visando maior destaque e valorização dos mocambos,

Diante dessa perspectiva, é válido salientar, em primeiro plano, o valor destes colégios, que possuem o intuito de preservar e transmitir para os alunos a significação dos quilombos. Todavia, observa-se que várias comunidades não possuem escolas quilombolas, dificultando, assim, os discentes a estudarem no seu local de origem.  Neste aspecto, há um desdenho ao ensino e cultura desses grupos.  O investimento auxilia o mantimento e criação de novos espaços educacionais, mantendo viva a história dos quilombos e difundindo para as futuras gerações.

Paralelo à isso, existem atualmente grupos mocambos, como as de Bom Jardim e Saracura, que enfrentam uma enorme luta contra o interesse de empresários dos ramos da agricultura e pecuária. Logo, eles anseiam pela privatização dessas terras e a exoneração dos povos quilombolas. Dessa maneira, é válido destacar que esta ação permitiria uma grande perda da identidade negra brasileira, além do desprezo a história do país. Exteriorizar a a situação mocamba é indispensável.

Neste ínterim, investir em escolas quilombolas e divulgar sobre o tema são necessários. O Ministério da Educação e Cultura deve fornecer mais capital aos colégios mocambos, por meio da aplicação de verbas, essas destinadas a construção, iluminação e mantimento dos espaços físicos, a fim de incentivar esse ensino. Outrossim, cabe a sociedade  divulgar a causa quilombola, por meio de mídias sociais, como o Twitter e Instagram, para expandir jornadas como a de Zumbi dos Palmares.