A importância dos quilombos no Brasil hoje

Enviada em 05/02/2024

Da colônia até hoje, o que é ser quilombola?

Desde a vinda dos portugueses, em 1500, no início das capitanias hereditárias começa uma terrível história na vida dos afrodescendentes, cordenada pela coroa portuguesa. Os africanos foram exilados da África para a América do sul-Brasil e de certa forma não foi algo pacífico, pois os escravos eram trazidos em condições precárias nos navios, também chamados de “Navios Tumbeiros” ou “Navios Negreiros”, o que se entende sobre a quantidade enorme de escravos que morriam antes que chegassem ao Brasil.

Nesse sentido, o desrespeito à pluralidade é a causa latente do problema. Segundo Hannah Arendt, filósofa alemã, a condição humana é caracterizada pelo respeito às diferenças e o uso da comunicação para evitar conflitos. Nesse viés, percebe-se uma dificuldade em concretizar o postulado pela filósofa, em virtude da falta de documentação que comprove que a terra é um povoado quilombola, sem esses documentos o Estado não identifica esse pertencimento, forçando o povo remanescente a criar estratégias para “compensar” esse problema e correr atrás da aprovação da terra, para ganhar os benefícios e lutar pela liberdade.

Dessarte, para se ter os benefícios de ser quilombola, a comunidade deve ser reconhecida como quilombo e é necessário estudos de antropologia e demais áreas. As características são: povoado À beira de um rio, numa baixa onde os senhores não tinham visão dos escravos fugidos. Mas as histórias de uma boa parte das comunidades não são lembradas ou não recebem o devido valor. Altaíde Nunes Ferreira da comunidade de Águas Claras ressalta: “As escolas passam um véu sobre nossa história”. Ser quilombola é sentir-se pertencente a uma comunidade e aceitar sua história.

Destarte, medidas devem ser tomadas para resolver o problema. Para isso, o Estado, em parceria com as universidades dos cursos de antropologia, geografia, ciências sociais e entre outros, deve intervir, visitando e conhecendo essas comunidades onde não tem certificação para a aprovação da terra do povoado de quilombo, para que assim as comunidades consigam todos os benefícios. Um país onde não conhece seu passado está condenado a cometê-lo novamente.