A importância dos quilombos no Brasil hoje
Enviada em 31/10/2024
Na obra “A República” do filósofo grego Platão, o autor idealiza a cidade de Kallipolis, uma cidade livre de conflitos e problemas, na qual a cidadania plena é um privilégio universal. Essa concepção de harmonia social tornou-se um paradigma, orientando, ao longo dos séculos, os esforços das nações em busca de uma sociedade mais equitativa e próspera. No entanto, mais de dois milênios após a formulação da utopia platônica, a valorização dos quilombos na atualidade, ainda representa, no Brasil, um obstáculo à efetivação de um tecido social equilibrado. Diante desse panorama, a indiligência governamental e a desvalorização cultural são fatores que favorecem esse quadro.
Sendo assim, os quilombos são comunidades negras que surgiram durante o Brasil Colonial. Fundados por escravizados que fugiram de seus donos por não aceitarem suas atuais condições, a sua localidade era de dificíl acesso para não serem encontrados. Sendo até hoje locais de moradia predominado por pessoas negras. Estes locais guardavam e ainda guardam, parte da cultura africana como costumes e até mesmo as religiões que eram estritamente proibidos pelo império de serem exercidos.
De tal forma, como o cantor jamaicano Bob Marley uma vez falou “um povo sem conhecimento, saliência de seu passado histórico, origem e cultura é como uma árvore sem raizes”, demonstrando como os resquícios históricos são importantes para se ter um passado histórico conservado e se relembrar de uma cultura que um dia já foi renegada. Além de que, ela contribui para uma identidade coletiva e brasileira.
Sintetizando, os quilombos são a materialização da resistência à opressão de grupos explorados pelo império. É evidente que, ações devem ser adotadas para enfrentar tal desafio. Em vista disso, o Governo Federal é encarregado de organizar o funcionamento de Estado e promover o bem-social, deve preservar e relembrar, através da Educação. Dessa maneira, o Brasi, estaria mais próximo de alcançar os ideais utópicos.