A indiferença coletiva em relação à desigualdade social brasileira
Enviada em 12/03/2026
Erguida como alicerce jurídico da nação, a Constituição Federal de 1988 foi conce-bida para sustentar um edifício social pautado na justiça, na igualdade e na liberda-de. Contudo, o combate a indiferença coletiva em relação à desigualdade social brasileira, revela rachaduras nesse apoio, uma vez que direitos – como a igualdade social- ainda não se concretizam para toda a população. Esse quadro explica-se, sobretudo, pela negligencia governamental e a lacuna escolar.
Outrossim, é fundamental considerar que a ineficiência estatal agrava a desi-gualdade social. Tal fato ocorre, pois, de acordo com o filósofo Zygmunt Bauman, o Estado materializa-se como uma “Instituição Zumbi”, descrita por ele como presen-te na sociedade, mas ineficaz no cumprimento de seu papel. Sob essa ótica, a críti-ca de Bauman concretiza-se na inercia estatal diante dos problemas sociais, eviden-ciado pelo descaso estatal em não efetivar políticas públicas eficazes que garantam acesso igualitário a direitos básicos, como educação, e oportunidades econômicas. Essa omissão contribui para a manutenção das disparidades sociais no Brasil. Dessa forma, é inaceitável que o desleixo do governo perpetue no corpo social.
Diante desse cenário, percebe-se que o principal entrave para a à desigualdade social brasileira é a falha educacional. Nessa perspectiva, isso acontece porque, se-gundo o filósofo Immanuel Kant, o homem não é nada além daquilo que a educa-ção faz dele. Nesse âmbito, a reflexão do pensador é presente na sociedade atual, visto que existe um vácuo escolar, decorrente principalmente da insuficiência de in-vestimentos públicos destinados a instituições de ensino, o que contribui para a perpetuação da desigualdade social e para a limitação de oportunidades para gran-de parte da população. Dessa maneira, é inadmissível que a omissão do governo continue a impactar a sociedade.
Portanto, em virtude de combater a desigualdade social brasileira, medidas de-vem ser tomadas. Assim, cabe ao Governo Federal-instância máxima de administra-ção do poder executivo- criar leis para investimentos públicos e cam-panhas. Tais medidas teriam por finalidade acautelar o bem-estar social e a manu-tenção da educação de qualidade. Por conseguinte, somente dessa maneira a ordem social
será estabelecida e o progresso tornar-se-á possível.