A influência do espaço virtual nas campanhas eleitorais

Enviada em 07/10/2026

Segundo o empresário Steve Jobs, “a tecnologia move o mundo”. Esse pensamen-to demonstra como a tecnologia prevaleceu sob a humanidade, se tornando inerente a sociedade, oferecendo benefícios e malefícios. Contudo, ao analisar o es-pectro brasileiro, é possível observar como a internet possui uma influência signifi-cativa no processo eleitoral. Isso se deve, não só pela propagação de “fake news” durante o período eleitoral, mas também contribui para a banalização de cargos políticos.

Em primeiro plano, a propagação de “fake news” enquanto ocorre o processo eleitoral é algo difundido na sociedade, porém é algo que ainda recorrente na sociedade. Segundo o TSE, esse tema é um dos principais focos de combate que o tribunal possui, porém ele ainda é recorrente de diversas formas, por exemplo mesclando fatos com notícias falsas a fim de descredibilizar a oposição, gerando na população uma falsa ideia sobre o outro candidato através de mentiras. Embora essa é uma prática antiga na política brasileira, a tecnologia conseguiu potencializar ainda mais, e não existe um recurso que puna o uso de “fake news”

Ademais, a banalização de cargos políticos na política brasileira está se tornando um fato, pois cada vez mais a criação de “politicos influenciadores” vem tomando o lugar de políticos de fato. Um apontamento registrado pelo “G1” relata que houve um fenômeno de influciadores digitais concorrendo para cargos políticos, e conseguindo transformar seus seguidores em apoiadores, como por exemplo o ator Thiago Gagliasso foi eleito para deputado federal do Rio de Janeiro, sem ao menos ter participado de algo relacionado a política anteriormente. Desse modo, é nítido como os cargos políticos se tornaram um lugar de popularidade e não de boas campanhas ou ideias, e a internet por sua vez é o grande catalisador desse fenômeno, que banalizou os cargos políticos.

Diante desse cenário, é notável que o TSE, o orgão de máximo poder, na justiça eleitoral, deve intervir, por meio da intensificação nas medidas judiciais contra “fake news”, a fim de promever um processo eleitoral limpo, em que o eleitor possa consultar sobre seu candidato sem se preocupar se é fato ou não. O uso da tecnologia mediante a essa medida seria um facilitador ao inves de prejudicar.