A influência do espaço virtual nas campanhas eleitorais

Enviada em 24/05/2023

As eleições brasileiras têm se tornado palco de grandes disputas no meio digital, as eleições de 2018 e de 2022 são grandes exemplos disso. Nessa perspectiva tivemos grande fluxo de dados e campanhas sendo realizadas através das redes sociais. Assim, mostrasse relevante pensar na influência do espaço virtual nas campanhas eleitorais, uma vez que a disseminação de fake news e a manipulação de eleitores configuram as maiores problemáticas desse pernicioso cenário.

De início, é notório destacar a disseminação de fake news. Isso porque os dois últimos períodos eleitorais fomos bombardeados de notícias falsas por todas as redes sociais. Prova disso recai com a enxurrada de informações sem precedência direcionadas ao candidato a presidência Fernando Haddad realizados por apoiadores do candidato Jair Bolsonaro, podemos citar a notícia que mais viralizou sendo uma em que o candidato do PT distribui-a mamadeiras em que possuíam bicos em formatos de órgãos genitais masculinos e “kits” que incentivavam as crianças a prática sexual, o que fez com que o TSE tivesse que intervir sobre tais notícias.

Ademais cabe ressaltar a manipulação de eleitores. Esse contexto envolve utilizar das redes sociais para influenciar os eleitores a não votar no candidato oposto, porém, não divulgando suas propostas de governo, e sim atacando atitudes do candidato e distorcendo o contexto do que foi dito, utilizando disso para fazer com que os eleitores optem por votar na pessoa que esta disseminando as informações. Podemos exemplificar novamente utilizando o período eleitoral do ex presidente Jair Bolsonaro, onde apoiadores faziam uso de falácias para persuadir eleitores a votar no mesmo. Sendo assim, tornas-se urgente reconhecer que esse processo resultou em um grande período na nossa história escrita de falsas verdades.

Visando alterar e minimizar os danos gerados pela influência das redes sociais, É dever do Estado intensificar ainda mais a supervisão em grupos e em redes sociais, para ser possível filtrar cada vez mais as informações que chegam até a população discernindo do que é verdadeiro e o que é falso.