A influência do espaço virtual nas campanhas eleitorais
Enviada em 05/06/2023
A sociedade é passível de um paralelo à natureza de Lavoisier: “(…) nada se cria, tudo se transforma”. Os meios comuns de veiculação de notícias foram expandidos, rádio, tv, facebook, etc. Os veículos foram mudados, mas o princípio é o mesmo, ainda restando a possibilidade de mentir, fraudar, e outros tipos de estratagemas a la Maquiavel.
As redes sociais desempenham, entre qualquer outro veículo, a maior importância no resultado das eleições, sendo um fator decisivo na corrida eleitoral. A possibilidade de manipulação das informações pela falta de fiscalização das mesmas, como, por exemplo, notícias sensacionalistas encaminhadas para milhões de pessoas no whatsapp, dá a possiblidade de ou dignificar, ou demonizar um candidato, tornando-se uma situação difícil de se reverter.
Há-se também um impasse quanto a equidade jurídica das propagandas. Nas redes sociais não são respeitados os princípios que regem o ordenamento jurídico eleitoral brasileiro. Tal ordenamento garante mais ou menos tempo de acordo com requisitos pré-estabelecidos sobre os partidos. Apesar de que trazer uma nova noção de república, na qual a representação é mais democrática, os princípios devem ser respeitados ou editados. De forma alguma a sociedade deve andar contrária aos princípios.
Portanto, perante todo o supracitado, cabe fazer ressalva quanto a necessidade de interferência do Poder Público, que deverá, através da edição de leis, criar uma força tarefa para fiscalizar as eleições, e outra para verificar se as leis vigentes andam em consonância com a sociedade brasileiras. Feitas as duas coisas, a sociedade brasileira contemplará um novo momento da República Democrática e do estado de direito.