A influência do espaço virtual nas campanhas eleitorais

Enviada em 07/06/2023

No livro “1984” de George Orwell, é tratado um futuro distópico em que um um Estado totalitário controla toda forma de registro histórico e contenporâneo, a fim de meldar a opinião pública a favor dos governantes. Nesse sentido, a narrativa foca na trajetória de Winston, um funcionário do contraditório Ministério da Verda-e, que diariamente analisa e altera notícias e conteúdos midiáticos para favorecer o Partido e formar a população através de tal ótica. Fora da ficção, é fato que a realidade apresentada por Orwell pode ser relacionada ao mundo cibernético do século XXI: gradativamente, os algorítimos do sistema em espaços virtuais perpetuam para a restrição de informações disponíveis, principalmente em campanhas eleitorais para a influênciacomporta -mental do público, presos em uma bolha sociocultural e de fake news.

Em primeiro lugar, é importante destacar que em função das novas tecnologias livres, o ser humano torna- se cada vez mais exposto a uma gama de notícias, e no sistema político em que vivemos pode gerar consequências, sejam positivas ou negativas. De acordo com o filósofo Zygmunt Bauman, vive-se atualmente um peri-odo de liberdade ilusória, já que o mundo digitalizade não só posibilita novas for mas de interação ao conhecimento, mas também distorce-las.

Consequentemente, presencia-se uma forte participação na influência do usuá - rio. De acordo com o site “Data Senado” aponta o domínio crescente das redes sociais como fonte de pesquisa do eleitor, oque pode em parte explicar as escolhas dos cidadãos nas eleições de 2018. Quase metade dos entrevistados (45%) afirmaram ter decidido o voto levando em consideração informações vistas em algumas de suas redes sociais.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Cabe que o Ministério da Ciência, Tecnologias e informações, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias nas redes sociais que detalhem o funcio namento desse algorítimos e advirtam o perigo de alienação e fake news, sugerindo o interlocutor criar hábito de buscar informações de fontes variadas e verdaderas para manter a mente a filtro de que lhe é submetido. Somente assim será possível combater a bolha que críamos no século XXI.