A influência do espaço virtual nas campanhas eleitorais
Enviada em 09/06/2023
No livro ‘‘Cidadão de Papel’’, do jornalista Gilberto Dimenstein, a denúncia da ineficácia de diversos mecanismos legais é feita, evidenciando uma cidadania aparente- metáfora utilizada pelo autor. Nesse sentido, pode-se relacionar tal premissa ao que ocorre no Brasil, por exemplo, a questão da influência negativa do espaço virtual nas campanhas eleitorais, como o aumento das ‘‘fake news’’. Isso ocorre devido ao ritmo de vida acelerado das pessoas e à omissão governamental.
Efetivamente, conforme descrito pela jornalista Eliane Brum, no seu texto ‘‘Exaustos, correndo e dopados’’, a sociedade encontra-se em um momento no qual precisa produzir o tempo todo: ‘‘24 horas por dia/7 dias por semana’’. Por conta disso, verifica-se que ,por estar nesse frenético ritmo, a população apresenta escassa formação de senso crítico. Dessa forma, ao receberem ‘‘fake news’’ em grupo de redes sociais , não conferem a veracidade das informações e compartilham com outras pessoas essa informação não verídica. Por conseguinte, tal notícia tende a se espalhar pela sociedade, contribuindo com a negatividade dos espaços virtuais no período eleitoral.
Ademais, ‘‘Nas favelas, no Senado/Sujeira para todo lado/ Niguém respeita a Constituição, mas todos acreditam no futuro da nação.’’ De maneira análoga ao denunciado na música da banda Legião Urbana, a omissão governamental impede a resolução das influências negativas nas campanhas eleitorais. Essa situação ocorre, uma vez que uma parcela dos governantes, ao se orientar por um viés individualista e visar um retorno imediato de capital, negligencia investimentos na aréa de combate as ‘‘fake news’’. Em decorrência disso, elas continuam circulando pelo país, influenciando negativamente na escolha dos candidatos pela população.
Portanto, o Ministério da Justiça deve realizar campanhas, em rede de TV aberta, para toda comunidade, por meio de funcionários do Tribunal Superior Eleitoral. Nessas campanhas, serão mostradas como reconhecer notícias falsas e o que fazer ao encontrá-las. Assim, elas não influenciarão de forma negativa as campanhas eleitorais.