A influência do espaço virtual nas campanhas eleitorais
Enviada em 23/01/2025
Por um lado o pintor René Magritte, em sua obra “A Traição das Imagens” questio-na pauta entre a realidade e a representatividade, por outro, o contexto entre verdade e ficção descrito pelo artista se torna atemporal e se confunde com o atual espaço virtual em campanhas eleitorais. Por mais que se trate de uma obra do sé-culo XX, o autor consegue fazer um panorama entre pintura e realidade, e mostrar que é mais comum do que se imagina, o questionamento sobre “se é ou não um cachimbo” - no caso do autor, por uma estética vanguardista, no do Brasil, por uma perigosa disseminação de notícias duvidosas. Por isso, faz-se necessário entender o que ainda motiva a formação de tais informações.
Diante desse cenário, obsevemos que a maior porção da sociedade que divulgam tais “notícias”, na verdade, são só uma parcela de um todo que foi educada (ou mal educada) para ser explorada. Como já estudado pelo sociológo Boaventura Souza de Santos, há no Brasil uma espécie de “colonialismo insidioso”, isto é, há manu-tenção de estruturas coloniais perversas, que se disfarçam em meio aos avanços sociais, mas ainda condiciona uma parcela da população à alienação. Em outras palavras, os eleitos a determinados cargos políticos não estão ligando se a dissemi-nação de notícias é exorbitande, ou se alguma informação é errada, eles apenas se preocupam em ganhar, fazendo com que a população pague caro pelo voto, pelo orgulho e pela verdade, o que mostra também a degradante situação onde o elei-tor busca fazer seu candidato vencedor, quando na verdade, quem está vencendo é a comunidade que não perdem a muito tempo. Não por acaso, a população se vê encurralada com o slogan “vote certo”, quando na verdade, a frase e toda a ossada política é apenas uma promessa (não surrealista, mas surreal) de governo do povo.
Portanto, infere-se que a disseminação de falsas notícias e reportagens precisa ser contido. O Governo Federal deve criar uma agenda pública, voltada a exoneração de figuras politícas que constantemente são criadoras dessas falas mentirosas. Tal ação deve partir de um grupo trabalhista acionado pelo governo para sancionar fiscalizações em plataformas de rede, a fim de impedir a perpetuação de ações que infligem o direito social e a própria lei maior do Brasil. Pois o brasileiro não merece um governo do povo, e sim, para o povo.