A influência do espaço virtual nas campanhas eleitorais
Enviada em 27/02/2025
Whatsapp. Instagram. Tiktok. Todos esses termos são redes sociais, espaços virtuais que influenciam na formação de opinião das pessoas. No entanto, durante as campanhas eleitorais, essas ferramentas podem prejudicar a legetimidade dos votos. Assim, é preciso analisar a postura das empresas digitais e dos eleitores.
De início, vale ressaltar que as plataformas de comunicação perpetuam notícias falsas ou tendenciosas de modo irresponsável. Conforme o jornal CNN Brasil, o ex-presidente Jair Bolsonaro alegou, erroneamente, em 2022, que o candidato Lula pretendia fechar igrejas caso fosse eleito, e diversas agências, sem verificar os fatos, divulgaram esse relato, prejudicando a imagem da vítima. Tal fator ilustra como é fácil manipular a população, uma vez que mídias sensacionalistas utilizam interpretações parciais, exageradas e com alto apelo emotivo para alcançar metas particulares durante as campanhas eleitorais. Além disso, por causa das redes sociais, desinformações alcançam diversos indivíduos de maneira rápida, gerando um ambiente tenso e polarizado difícil de controlar.
Ademais, alguns membros da comunidade digital não investigam a veracidade dos temas políticos que são debatidos nas redes virtuais. De acordo com a revista Veja, 62% dos brasileiros não sabem reconhecer uma notícia falsa e não procuram detalhes sobre o conteúdo noticiado. Nesse viés, evidencia-se que, ao aceitarem um único dado sobre um assunto, o futuro do país é comprometido, pois quando o voto não é crítico, as autoridades escolhidas podem ser inadequadas. Logo, os interesses dos cidadãos são negligenciados, afetando a qualidade de vida deles.
Logo, a fim de influenciar as campanhas eleitorais positivamente, cabe à Organização das Nações Unidas, como órgão responsável pela cooperação entre os povos, em coadunação com os meios midiáticos, punir os perfis que propagam dados apelativos e não fidedignos, por meio da criação de ferramentas que detectem o padrão dessas publicações e de acervos que disponibilizam fatos verídicos e detalhados para as pessoas sobre os principais temas que geraram dúvidas quanto a legitimidade. Outrossim, é preciso elaborar leis e projetos que conscientizem os indivíduos quanto aos cuidados com os espaços virtuais, fazendo com que a alienação em massa seja enfrentada efetivamente.