A insuficiência de creches públicas no Brasil
Enviada em 30/05/2025
Na série “Maid” Alex encontra diversas dificuldades ao voltar ao mercado de trabalho após se tornar mãe, já que a mesma necessitava de um local para deixar a sua filha enquanto trabalhava, como as creches. Entretanto isso não se tornava possível devido a necessidade de alto valor monetário para pagar o acesso a esse ambiente. O mesmo acontece diariamente para diversos brasileiros que não possuem maior condição financeira para deixar seus filhos em creches, enquanto tentam acessar o mercado de trabalho para a manutenção financeira da familia.
A vista desse cenário historicamente foi criado o acesso a redes de creches no Brasil em 1922 como uma forma de prevenir a mortalidade infantil e o combate a pobreza de famílias carentes, porém esses espaços só se tornaram obrigatórios a partir da constituição de 1988, onde assegurava a necessidade do desenvolvimento infantil antes dos anos escolares regulares. Isso foi visto como uma forma de manutenção do proletariado no mercado de trabalho e na economia em especificamente aquelas geradas pelas mães.
No entanto esse cenários não consegue abranger a toda a sociedade, uma vez que segundo todos pela educação 2,3 milhões de crianças estão fora da creche, com uma lista de espera de mais de 600 mil crianças em todos país. Isso por sua vez impede que as mães voltem ao mercado de trabalho para a manutenção financeira de sua família, uma vez que segundo o Pnade crianças de 0 a 3 anos que estão em creches possibilita que mais de 70% das mães consigam se manter em empregos e gerar a manutenção econômica do país e do lar. Uma vez que no Brasil a taxa de mãe solos é muito maior, sendo a única provedora da casa.
Dessa forma para impedir que diversas mães assim como a Alex em “Maid” não encontrem dificuldades para acessar diversos ambientes, além do do mercado de trabalho, é necessário um maior número de creches públicas no país. Assim o ministério da educação deve investir maior quantidade de verbas para contrução de novos polos, em locais com maior número de fila de espera por meio de incentivo governamental aos estados e municípios com abono maior de verbas educacional mensal.