A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.

Enviada em 20/10/2019

Neurotransmissores, de acordo com a Biologia, são mensageiros químicos que transportam, estimulam e equilibram os sinais do corpo. Nesse contexto, drogas como heroína e cocaína, imitam os opióides naturais do cérebro, influenciando na ação da dopamina, transmissor responsável pelo prazer. No entanto, em um mundo cada vez mais individualista com uma busca desenfreada pelo hedonismo, traz como consequência, mediada em químicos, o vício e o sofrimento do viciado e do seu círculo social.

Precipuamente, é fulcral salientar, que a internação involuntária de dependentes químicos no Brasil deriva de uma problemática em que a autonomia do indivíduo é descaracterizada e comprometida pelas drogas. Segundo o Jornal Brasileiro de Psiquiatria, pacientes com fracasso recorrente dos tratamentos prévios e grave prejuízo psicossocial, com internação involuntária solicitada pela família receberam alta  com melhora do insight, reconhecimento da gravidade e da necessidade de internação.

Ademais, é imperativo ressaltar, que a necessidade de felicidade em forma artificial, envolve uma reação em cadeia, na qual forma uma obsessão por aquilo que não é encontrado no vazio de uma vida. Desse modo, faz-se mister pontuar que o dependente químico não responde apenas por si, e sim gerando um raio de abrangência naqueles que convivem em seu círculo social e afetivo. Tudo isso intensifica a resolução do empecilho, faz-se mister a resolução urgente de tal postura.

Portanto, é necessário um destinamento de verbas pelo Tribunal de Contas da União para que os Conselhos Regionais de Medicina determinem Formações Continuadas afim de maior discernimento de laudo, já que a internação é dada por um ato médico. Além de que, exija -se um atendimento individualizado dos dependentes, com base nos Direitos Humanos, com a finalidade de maior personalização do tratamento, evitando excessos e preservando a integridade dos dependentes e seus familiares.