A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.
Enviada em 02/09/2019
A inviolabilidade à vida é um direito fundamental regido em nossa Carta Magna de 1988, no caput do artigo 5º, bem como outros direitos elementares. Entretanto, o consumo de drogas ilícitas tem impossibilitado que certa parcela da população não desfrute dessa normativa universal. Por certo, a atual característica da nossa sociedade pós-moderna tem procurado uma incessante felicidade atrelada ao prazer, de modo que o meio expresso de obtenção do mesmo, configura-se no uso de entorpecentes.
De acordo com dados da ONG-Organização Não Governamental - viver sem fronteiras, o aumento do consumo de drogas pesadas aumentou consideravelmente nos últimos anos. Logo, esse problema além de questão de saúde pública seguramente se associa à segurança e educação.
A ineficiência do Ente Governamental em sua mais basilar atuação, vinculada a uma sociedade que faz vista grossa aos fenômenos psicológicos de crise existencial, tem dado respaldo ao consumo de narcóticos. Como dissera o sociólogo polonês Zygmundo Bauman: “Viver entre uma multidão de valores, normas e estilos de vida em competição, sem uma garantia firme e confiável de estarmos certos é perigoso e cobra um alto preço psicológico”.
Em síntese, O usuário de drogas não deve ser internado compulsoriamente. O Governo Federal juntamente com toda à sociedade civil devem se envolver na prevenção e no auxílio humanitário aos adictos. A fatia orçamentaria do investimento em Educação deve ser aumenta e priorizada. Comunidades em áreas de vulnerabilidade social devem ser privilegiadas ,construindo escolas ,creches e capacitando jovens e adultos, afastando-os do ócio e dando-os empregabilidade. Devem ser aprimorados e ampliados os órgãos de saúde voltados a ação psicossocial, com mapeamento dos vulneráveis de sua circunscrição e oferecimento de apoio imediato aos mesmos. O Estado deve fazer parcerias com ONGs que trabalhem com a internação e recuperação dos viciados. Deve ser criado com os melhores especialista em saúde mental um PGE- programa de gerenciamento emocional - e implementado em toda rede de ensino público e particular, primário e secundário, ajudando a jovens e adultos administrarem e resinificarem às contrariedades da vida. Igrejas,sindicatos, associações etc… todos são convidados a implementarem esse Programa de gerenciamento emocional. Por fim, a criação de penas mais rígidas ao traficante com a venda de todos os seus bens conseguidos com o tráfico, e a destinação dos recursos aos programas de combate e prevenção ao uso de drogas.