A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.

Enviada em 10/10/2019

Internação involuntária: Abuso ou solução

A internação involuntária é aquela que os dependentes químicos são recolhidos contra a vontade própria, à pedido da família e com aval médico e sem a necessidade de autorização judicial, mas tal questão gera polêmicas e debates entre profissionais da área da saúde e judicial, mediante a lei sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro aprovada pelo Congresso.

A busca por novas políticas públicas que cuidem de usuários de drogas e suas família é defendida pelo Conselho Nacional de Saúde, porém essa instituição é contra a forma implícita de limpar as cidades, esse órgão reconhece que a situação dos dependentes químicos necessita de cuidados, para promover a recuperação desses cidadãos, mas afirmam que o recolhimento forçado viola direitos humanos e sociais garantidos pela Constituição.

Nessa perspectiva percebe-se que ao longo de décadas os hospitais não possuem estrutura física e equipe de profissionais para executar tal medida, já que os investimentos de recursos são lentos o que compromete a execução dessa medida.Por outro lado a advogada presidente da Comissão da Pessoa Idosa do Instituto Brasileiro de Direito de Família - IBDFAM Maria Luíza Póvoa, essa nova lei protege a integridade física e psicológica da pessoa usuária de drogas e, nessa ordem, também de familiares e terceiros.

Portanto, a internação involuntária é realizada com a ajuda de equipe especializada nessa função, mas deve ser muito bem orientada pelos, pois se trata de intervenção delicada que deve ser cercada de cuidados,para não gerar um deposito excludente de vidas.