A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.

Enviada em 10/10/2019

A atualização na política nacional de drogas, sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro no dia 6 de junho, a lei que autoriza a internação involuntária de dependentes químicos em hospitais psiquiátricos ou alas psiquiátricas de hospitais gerais sem a necessidade de autorização judicial. Esse tipo de internação pode ser feito sem o consentimento do paciente, mas precisa da aprovação de um médico.

Pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz mostra que 3,563 milhões de brasileiros consumiram drogas ilícitas em período recente. Dos entrevistados, 208 mil disseram ter usado crack nos 30 dias anteriores ao levantamento. Além de drogas ilícitas, o estudo mapeou o consumo de álcool: 16,5% dos participantes indicaram abusar na dosagem. Homens consumiam numa única ocasião cinco doses ou mais de bebidas; e mulheres, quatro doses ou mais.

Segundo dados oficial, o dependente químico afeta as atividades diárias e o psicológico dos familiares: 58% das famílias com algum usuário de drogas têm afetada a habilidade de trabalhar ou estudar, 29% das pessoas estão pessimistas quanto ao seu futuro imediato e 33% têm medo que seu parente beba ou se drogue até morrer, ou alegam já ter sofrido ameaças do familiar viciado. A pesquisa apontou ainda que ao menos 28 milhões de pessoas no Brasil têm algum familiar dependente químico. Os dados foram levantados entre junho de 2012 e julho de 2013. Um questionário com 115 perguntas foi respondido por 3.142 famílias de 23 capitais brasileiras. Foi a primeira avaliação em âmbito nacional focada nas famílias de dependentes.

Em vista dos argumentos apresentados anteriormente, a internação involuntária pode ser favorável para o dependente químico e também para a família do mesmo, já que com dados citados, vemos que o uso de drogas e bebidas alcoólicas é uma das piores coisas para uma pessoa enfrentar, pois quem consome, se transforma em outro ser com o passar do tempo, quanto mais usa, mais vicia, e torna-se assim um dependente químico.

Portanto, o melhor mecanismo para o bem do dependente químico, é sim a internação involuntária, pois está irá retira-lo dessa vida sofrida que o faz depender tão fortemente das drogas e bebidas alcoólicas, más conforme a lei, a internação poderá ser voluntária ou não. A involuntária dependerá de pedido de familiar ou responsável legal ou, na falta deste, de servidor público da área de saúde, de assistência social ou de órgãos públicos integrantes do Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (Sisnad).