A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.
Enviada em 02/10/2019
No Brasil, ainda é um tabu falar sobre a dependência química. Por causa disso, ainda não se chegou a um consenso sobre o problema e a internação involuntária. Esse entrave , é necessário quando o dependente prejudica ele e a terceiros e o Estado não auxilia seu cidadão a viver plenamente em sociedade. Desse modo, é necessário intervenção para sanar esse contratempo.
Dessa forma, o usuário de dependentes químicos por não ter mais controle das suas ações, acaba causando prejuízos para ele e os que estão ao seu redor. Não tendo mais noção das suas ações, muitos acabam praticando furtos (dentro ou fora de casa), largam empregos e faculdades, trocam seus pertence e de outros por drogas e ficam agressivos sem usar as drogas. Nesse contexto, por serem ações que a comunidade despreza e julga se torna um tabu falar sobre o assunto. Pode-se aplicar nesses acontecimentos a teoria do Utilitarismo de Stuart Mill, que descreve que a melhor ação é aquela que garantirá maior bem-estar coletivo, ou seja, a fim de garantir o melhor para ele e os que estão no seu entorno, a internação involuntária seria o melhor caminho.
Em tempo, essa internação do indivíduo por muitas vezes é demorada e contra sua vontade por estarem presos no vício. Com isso, para que eles possam ser ajudados, é necessário um laudo médico e autorização judicial, para início do tratamento, que muitas vezes demora para sair e a pessoa acaba causando danos psicológicos e financeiros ou até mesmo mortes. Desse modo, nota-se que o Estado não está cumprindo com sua legislação, que prevê ajuda e proteção a todos desse grupo, indistintamente, por causa dessa demora. Isso remete a “Cidadania de Papel”, que retrata seres humanos que só tem direitos dentro do das folhas de papel da constituição , dando o nome a teoria, não se aplicando a realidade do indivíduo.
Logo, é preciso que os Ministérios da Justiça e da Saúde juntos, façam ações para acelerar o processo e pedidos de internação, evitando acontecimentos adversos e facilitando o tratamento. Isso deve ser feito, por meio de projetos que tornem esses processos mais rápidos e práticos, a fim de promover o tratamento desses dependentes que precisam de ajuda.