A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.

Enviada em 30/09/2019

O uso de substâncias psicoativas no meio social não é algo da atualidade, já que seu uso já vem sendo feito desde o início das civilizações, em rituais religiosos ou como fonte de prazer. Entretanto, grande parte dessas substâncias causam dependência , afetando a vida emocional e física do indivíduo. Dessa forma, é dever da família intervir e autorizar a internação , pois o usuário acaba perdendo sua capacidade de discernimento, graças a dependência.

Em primeira análise, é válido ressaltar que segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a dependência química é considerada um transtorno mental. Além disso, é considerada também um problema social, visto que pessoas nessas condições acabam se dispondo a situações diversas para manter seus vícios. Como consequência, além de um possível envolvimento com a criminalidade, os indivíduos acabam tendo problemas em vários âmbitos, como o familiar, estudantil, e profissional.

Em segunda análise, é importante pontuar que no Brasil, o acesso a essas substâncias acaba sendo facilitado, graças a falta de monitoramento adequado. Sendo assim, a reabilitação de dependentes químicos dentro da sociedade acaba sendo dificultada, já que a vontade de consumir drogas é sempre maior que a prudência. Além disso, muitos lugares e situações na vida social dos dependentes, acabam se tornando gatilhos para esse consumo, o que dificulta a adesão do indivíduo ao tratamento.

Diante o exposto, fica claro que a internação involuntária de dependentes químicos é necessária. Para que a internação possa oferecer o melhor resultado, é imprescindível que as clínicas de reabilitação, ofereçam planos individuais , de acordo com a avaliação médica, com o intuito de proporcionar o melhor tratamento do usuário. Dessa forma, o combate a dependência química se tornaria bem mais eficaz.