A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.
Enviada em 08/10/2019
Desde a origem do crack na década de 1970, muitos países já sofreram uma epidemia com essa dessa droga. O Brasil não é diferente e está passando por problemas com as chamadas cracolândias. Tentando mascarar o problema, a prefeitura de São Paulo aposta na internação compulsória para as cracolândias desaparecerem do mapa. Apesar da iniciativa, o verdadeiro problema tem raízes profundas na sociedade brasileira.
O Brasil é um dos países que mais consome crack no mundo, e mundo e essa fuga da realidade descende dos problemas sociais enraizados nesse país aqui enraizados. Segundo o neurocientista Carl Hart, a desigualdade social é um dos principais motivos para o consumo da droga, fato que concorda com a pesquisa da Fiocruz que afirma que 80% da população na Cracolândia têm pele escura.
A internação compulsória não soluciona o problema, sendo apenas uma forma de exclusão social onde em que se elimina o indesejável tentando apontar o problema apenas no vício. Alguém com dependência química não deve ser excluído, mas reajustado na sociedade com uma nova proposta de vida, algo que o faça trocar o crack, como uma carreira, família ou uma paixão.
A violência e repressão da internação compulsória, mesmo que justificada, não tem poder para acabar com a Cracolândia , programas de reinstalação social com psicólogos para usuários seriam eficazes nos casos menos agressivos. Nos casos de dependência crítica, com probabilidade de suicídio, a internação é justificada. Em todos os casos, a família é importante como uma forma de apoio. Controle do tráfico e anúncios sobre os riscos do vício podem refrear novos casos. Além de tudo, a construção de uma sociedade com menos desigualdades podem pode levar o retrato da pobreza a diminuir gradualmente, contribuindo para um Brasil melhor no futuro.