A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.

Enviada em 15/10/2019

Milhões de brasileiros entram numa profunda condição de desamparo e miséria devido à dependência química. Em busca de uma fácil fuga da realidade em que vivem, eles encontram nas drogas a saída perfeita. Assim, imersos nas substâncias entorpecentes, os usuários tornam-se incapazes de compreender seu estado de saúde para buscar ajuda e o ciclo vicioso piora a cada dia. Contudo, com a aprovação da lei que regula as internações de dependentes químicos, há esperança na ressocialização dos indivíduos nessas condições.

Primeiramente, é importante notar que um indivíduo dependente perde sua capacidade de raciocínio e moralidade devido aos efeitos colaterais, tornando-se perigoso e imprevisível. Por exemplo, em julho, um morador de rua atacou transeuntes com uma faca e, após laudo médico, comprovou-se que o sujeito estava sob efeito de drogas. Logo, se existe a possibilidade de reverter essa situação viciosa vivida pelos dependentes, por meio da indicação de um parente para internação, é de suma importância que isso seja feito. Com análises médicas e cuidados clínicos é possível desintoxicar qualquer ser humano, para que se tenha uma vida digna.

Além disso,  a lei permite que seja feita a internação compulsória, ou seja, a mando do poder judicial, independente da família. Essa característica da regulamentação permite que as clínicas possam acolher e internar usuários que não têm contato com a família, ou os que sequer têm família. Assim, o tempo necessário para aprovar uma internação de um dependente alheio aos seus familiares é mitigado e, por conseguinte, mais brasileiros podem ser tratados.

Portanto, é nítido que a lei é de benefício às famílias que sofrem com as condições de seus entes queridos e aos usuários abandonados. É indispensável ao Ministério da Saúde garantir o direcionamento de verba para os Centros de Atenção Psicossociais com o fito de estimular ávidas pesquisas nas áreas onde há maior incidência de consumo de drogas e, enfim, identificar os dependentes químicos para emitir os pedidos judiciais de suas internações. É dessa forma que será possível reduzir o número de usuário de drogas no país e dignificar a vida de todos es cidadãos necessitados.