A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.

Enviada em 01/11/2019

Decerto que nos tempos coevos do Brasil há um obstáculo intenso e cravado na sociedade, o qual afeta a segurança pública e nutre um mercado lucrativo como: drogas, bebidas e cigarros, a então famigerada, dependência química e a internação involuntária de seus usuários. É plausível que a privação de liberdade de tais cidadãos e o acompanhamento psicológico desses indivíduos trazem à população, um sentimento de eficiência pública. No entanto, deve ser observado que, a internação compulsória feita através de processos judiciais e burocráticos, apenas tratam dos sintomas da situação acima supracitada. Isto, pois, a raiz do óbice perpetua-se na ausência de lazer e esporte tal qual na  existência ainda do tráfico de drogas no país.

É indiscutível que o usuário, quando em elevado grau dependência química não responde por si, perdendo sua autonomia e mostrando à sociedade por meio de assaltos, episódios de overdose e até mesmo homicídios, as consequências provocadas pelo uso de entorpecentes. Para tanto, os indivíduos por opção familiar e ou judicial, são subordinados à tratamentos involuntários com intuito de recuperação do cidadão. Não obstante, perdem o direito de ir e vir (cívico), previsto no Artigo 5º,inciso  XV; confluindo com a Lei  13.840 de internação compulsória. Sendo incoerente esta solução que de nada minimizou na quantidade de toxicomaníaco no Brasil.

Outrossim, o fator acima apresentado agrava-se pelo fato de existir um monopólio comercial, seja ilegal ou não, mas que aproveita-se dos problemas familiares, econômicos e da ausência de lazer, cultura e esporte (o qual ocuparia a mente do indivíduo e desenvolveria seu intelecto). O tráfico em situação constante, circula e mantém-se através dos usuários, isto pois não existe uma fiscalização de drogas nos limiares territoriais brasileiro. Sendo o processo de monitoramento da entrada desses entorpecentes no país, o primeiro passo para progressão e transformação da sociedade. Como disse Jean Paul Sartre em “Quanto aos homens, não é o que eles são que me interessa, mas o que eles podem se tornar”.

Destarte, pode-se notar que o Ministério da Cidadania deve se interessar por projetos que amplie todos os setores sociais atingindo-os através de palestras profissionalizantes, teatros culturais, diversidade musical e incentivo ao esporte, com o intuito de ocupar a mente daqueles que pretendem ser usuários. Não somente a Polícia Federal deve monitorar através de cercamento próprio para bloquear  automóveis nos limiar continental, tal qual câmeras equidistantes para controlar os tipos de mercadorias a adentrar o território brasileiro.Tais fatores serão preciosos se cumpridos, à fim de propiciar a diminuição na internação involuntária de dependentes químicos no país.