A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.

Enviada em 25/10/2019

Em 1904, Oswaldo Cruz, sancionou uma lei que tornava obrigatória a aplicação de vacinas para a população, porém, por falta de conhecimento e pela forma violenta com que o governo aplicava, houve a chamada Revolta das Vacinas. Sendo assim, esse quadro assemelha-se com a resistência com que os dependentes químicos reagem ao tratamento, inclusive após a aplicação da lei que permite a internação involuntária, tornando evidente a necessidade de reverter esse cenário.

Inicialmente, o número de usuário de drogas vem crescendo a cada dia, levando, consequentemente, ao óbito de diversos jovens, esse número estava a cima de 580 mil mortes no ano de 2017, como dito pela ONU. Esse número, se deve ao fato de que o controle da circulação de drogas no Brasil é precário, facilitando o acesso, como dito pela UNODC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes). Assim, é necessário uma maior atenção dos órgãos responsáveis para evitar esse cenário

Por outro lado, o Brasil sede apenas 0,34% dos leitos que seria necessários para a população de dependentes, de acordo com os parâmetros da OMS. Portanto, o uso da “força” não é justificável nesse cenário, pois, como em 1904, o país não possui as estruturas necessárias para que o tratamento seja da forma adequada, causando uma revolta na população, que além de não possuir o conhecimento necessário a respeito das drogas e seus malefícios, sente-se ameaçada pela involuntariedade.

Em vista dos fatos apresentados, conclui-se que para que a nova Lei seja sancionada, o Ministério da Saúde, o ECA e o Ministério da Educação responsabilizem-se pela diminuição do uso de drogas, a partir de campanhas que transmitam conhecimento sobre os malefícios das drogas e o benefício do tratamento para dependentes químicos, as quais devem ser vistas em escolas, internet, televisão, e locais públicos, Sendo assim, a internação involuntária não será necessária, pois haverá uma menor parcela da população considerada ignorante a respeito desse assunto.