A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.
Enviada em 30/10/2019
Segundo a Constituição Federal de 1988, no seu artigo 196, é dever do Estado garantir o acesso à saúde, bem como é responsável pelas medidas públicas para zelar pelo bem-estar físico de todo os cidadãos brasileiros. O artigo da Constituição dá início à reflexão de como a internação involuntária de dependentes químicos, representa um desafio a ser enfrentado, de forma mais organizada, pela sociedade brasileira. Esse fato se evidencia não só pela postura familiar, mas também, pela desinformação.
Em primeira análise, a postura favorável da família é um dos contribuintes para que ocorra a internação involuntária de viciados. Como reflexo de uma sociedade ignorante frente ao psicológico alheio, 83% da população geral, apoia o tipo de internação, segundo pesquisa do Datafolha. Nessa perspectiva, as famílias brasileiras negligenciam a saúde mental dos seus parentes, ao requerer sua submissão aos tratamentos. Consequentemente, pode-se gerar confusão menta, alucinações e depressão no paciente, levando-o, a agir de maneira agressiva.
Somado a isso, a falta de instrução da comunidade civil é um fator agregante ao problema gerado. Essa situação se dá, uma vez que a ideia de que o homem é o que a educação faz dele, sintetizada por Immanuel Kant, filósofo do século XVIII, se faz real no contexto brasileiro. Como os usuários são marginalizados e tornados invisíveis diante da sociedade, a população, com seu despreparo social, e por carência de informação, passa a exigir do Estado uma posição. Resultando, na utilização de violência e exposição dos que já estão vulneráveis socialmente.
Portanto, medidas precisam ser tomadas para resolver esse impasse. É necessário que o Governo estabeleça o direito de igualdade, previsto pela constituição. A partir de uma educação social, por meio de palestras cedidas dentro das escolas e comunidades, que visem preparar toda a sociedade para acolher e lidar com pessoas que se encontram na situação de dependência química. Além de disponibilizar maior apoio psicológico para as famílias envolvidas, afim de facilitar o tratamento dos que desejam.