A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.
Enviada em 01/11/2019
Tratamentos adequados
O doutor Drauzio Varella diz que a dependência química faz com que o cérebro se interesse somente pela sensação provocada pela droga, ou seja, nada mais além daquilo. Isso representa a necessidade que o viciado tem de procurar um tratamento, mesmo sabendo que esse é um caminho difícil. Entretanto, apesar do benefício pela internação, no Brasil muitas são involuntárias, o que prejudica a recuperação de tais indivíduos, pois elas não são acolhedoras e afastam o dependente.
Diante do cenário apresentado, é possível afirmar que a terapia para os dependentes é essencial para a recuperação, porém, feita com cautela. O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, em 2014, sancionou o projeto “De Braços Abertos” que visava melhorar as condições de vida para quem estivesse passando por alguma recuperação de vicio químico. Por isso, nota-se a importância de se apresentar projetos mais caridosos, já que é o primeiro contato que eles terão com a recuperação.
Para colaborar com a situação atual, o número de dependentes só aumenta, isso de acordo com o site de pesquisas G1, que diz que, no Brasil, a cada 12 horas mais alguém se volta para o mundo das drogas. Ademais, essas pessoas na busca pelo tratamento passam por problemas que os afastam ainda mais da vida normal. A exemplo disso temos a abstinência, que abre margem para a volta ao consumo, fazendo então com que muitos familiares pensem que é necessária uma internação forçada, ou seja, involuntária.
Por fim, é clara a importância de se desenvolver planos para mudar a temática atual de internações no Brasil. É necessário implantar, por meio de programas, unidades de tratamento que aconselhem os dependentes. Ademais, é preciso mostrar para as suas famílias as etapas a serem seguidas depois de um período de acolhimento. Isso por meio de unidades básicas de saúde, que mantenham contato com essas pessoas afim de apaziguar a situação, tornando o tratamento voluntário.