A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.

Enviada em 01/11/2019

Na série televisa “Euphoria”, Rue Bennett usa drogas ilícitas com o intuito de controlar suas crises psíquicas. No decorrer da trama, ela precisa frequentar centros de reabilitação e apoio para manter-se distante do seu vício e retornar a uma vida “limpa”. Fora das telas, fica claro que pessoas que possuem dependência química encontram obstáculos para se internar voluntariamente, principalmente por não reconhecerem essa necessidade e por medo de largarem seu meio de fuga da realidade. Com efeito, evidencia-se a necessidade de promover melhoras nos programas de reabilitações e as internações involuntárias.

No que se refere à problemática em questão, pode-se tomar como primeiro ponto ressaltar os dependentes. Estes apresentam, sob efeitos químicos ou abstinência, um estado incapaz de tomar decisões. Tal deficiência contribui para que o foco de recuperação, como internação ou outros meios de ajuda fique cada vez mais distante de se tornar real, por conta  das consequências do uso, logo que afeta a capacidade de raciocínio e de concentração. Isso coopera com a falta de busca de ajuda espontaneamente.

A utilização de entorpecentes está cada vez mais presente nos dias de hoje e se tornando algo comum principalmente na juventude. Segundo o médico neurologista Sigmund Freud é impossível enfrentar a realidade o tempo todo sem nenhum mecanismo de fuga, ou seja, é evidente a necessidade de um porto de evasão que tecnicamente tem sido bebidas e drogas. Entretanto, este meio não é saudável para pessoa, para família e nem para o Estado, pois os danos causados, inclusive físicos podem ser irremediáveis, como a violência e outros crimes. Contudo, é incontestável parentes decidirem intervirem de modo forçado.

Diante dos fatos supraditos, depreende-se que a internação involuntária é falha, no entanto essencial. Portanto, é imperativo que o Estado juntamente ao Poder Legislativo e ao Ministério da Saúde promova programas de reabilitação completos, com intuito de limpar do vício e reintegrar à sociedade, assim dando oportunidade e a cura para que não voltem para essa vida e tenham suporte. Por conseguinte, a harmonia será alcançada.