A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.

Enviada em 31/10/2019

Segundo o filme ‘‘Bicho de sete cabeças’’, que foi inspirado em uma história verídica de um jovem brasileiro, o ator principal é internado de forma involuntária por seu pai em um hospital psiquiátrico, por ter um cigarro de maconha em sua roupa. Contudo, as pessoas do hospital agem de má fé, usando agressão  e abusando dos pacientes, fazendo com que não haja melhoras nos pacientes.

Em primeiro plano, existem fatores que induzem a dependência química, como: sociais, biológicos e econômicos, sendo assim, o indivíduo não é o único culpado pelas atitudes. Logo, deixar a pessoa de forma isolada, não faz com que o problema seja solucionado, pois após retornar a sua vida normal, ele(a) pode voltar a usar as mesmas coisas.

Ademais, vale ressaltar que a internação corriqueira anula a autonomia do ser humano e a sua capacidade de julgar. Por analogia, a situação do filme se iguala com a realidade, de forma que o protagonista passa por diversos tratamentos desumanos, fora os pais que não acreditam em suas palavras.  Dessa forma, muitos hospitais e clínicas não utilizam do método correto e viável para tratar.

Portanto, com o fito dos pacientes serem tratados sem que sejam isolados, o Estado deve agir de forma direta. Primordialmente, o Ministério da Saúde deve ter investimentos para fazer um serviço integrativo. Outrossim, deve haver fiscais que investiguem o recurso terapêutico, para que sejam tratados com seriedade, mediante avaliadores, para que não haja a prática desumanizada.