A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.
Enviada em 31/10/2019
Os dependentes químicos é um assunto problemático comum no brasil, de difícil solução. A questão sobre a internação involuntária de indivíduos viciados em drogas surge como uma proposta para facilitar o tratamento desse problema, mas considerando a situação atual da sociedade brasileira, ainda são precisas medidas que atinjam a origem do vício das drogas para solucionar a questão.
Nota-se que, no cenário atual, a questão da dependência química tende a não envolver somente o usuário em si. Muitas vezes o indivíduo demonstra-se incapaz ou indisposto de buscar tratamento por si só, sendo precisa a intervenção externa por parte de familiares ou de outros membros da comunidade para tratar do vício.
Nesse caso, a internação involuntária proposta na Lei n° 13.840 é mais uma ferramenta a facilitar que o dependente químico receba tratamento. A medida, devidamente regulamentada, só pode ser solicitada por familiares do indivíduo, e somente aplicada após avaliação médica, evidenciando a sua necessidade e incapacidade de outras formas de tratamento, e no caso da internação compulsória, com a aprovação jurídica final. Assim, não entra em conflito com quesitos éticos, como os direitos humanos, o que poderia ser um possível argumento contra sua aplicação.
Logo, a maneira como a internação involuntária de dependentes químicos é feita no Brasil, deve ser melhorada. Primeiro, cabe ao governo a criação de um programa de reintegração social para que indivíduos reabilitados tenham após um tratamento os direitos básicos à vida como moradia e emprego, dessa forma, reintegrando-se à sociedade. Além disso, cabe ao Ministério da Saúde buscar um tratamento de qualidade, com a finalidade de que o paciente se sinta bem ao estar em uma clínica e assim mudar de vida. A população deve ajudar pessoas próximas que sofrem desse problema através de campanhas e da própria conscientização podendo até salvar vidas.