A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.
Enviada em 31/10/2019
Em Barbacena, Minas Gerais, funcionou durante o século XX um dos maiores hospitais psiquiátricos do país, o Colônia, onde diversas pessoas eram levadas contra a sua vontade, muitas vezes até não possuindo problemas mentais. De maneira semelhante, atualmente no Brasil há uma discussão sobre internação involuntária de dependentes químicos, ao mesmo tempo que essa ação pode ajudar o cidadão, acaba ferindo seu direito à liberdade.
É de extrema importância ressaltar a necessidade que muitos dependentes químicos tem por ajuda externa, principalmente em casos que o indivíduo não reconhece a importância dessa ação. Com a internação forçada a pessoa se desliga de um ambiente danoso, conseguindo aos poucos retomar a vida em sociedade sem causar prejuízos as pessoas e a sí mesmo. Quanto maior a gravidade, mais importante é a busca por ajuda.
Ainda vale ressaltar um fator importante: com este processo, o indivíduo perde parte de sua liberdade de escolha, tema defendido pela própria declaração universal dos direitos humanos, que afirma que todos nascem iguais e livres. A busca pela liberdade foi e ainda esta acontecendo em diversos lugares - resquícios de um passado onde grande parte da sociedade era fortemente controlada por poucos. A liberdade para todos é um fator de extrema importância que a raça humana conquistou ao longo dos anos.
É necessário, portanto, promover ações que modifiquem essa realidade. Logo, cabe ao Ministério da Saúde a criação de métodos mais convidativos para os pacientes, por meio de ações de conscientização e tratamentos menos danosos, com o propósito de mais dependentes buscarem ajuda por sí mesmo. Ademais, é essencial que o Poder Judiciário verifique a legalidade de uma internação involuntária para tentar preservar ao máximo o direito de liberdade do indivíduo. Com isso, pode-se construir um país mais justo, diferente dos métodos adotados no antigo hospital Colônia.