A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.

Enviada em 31/10/2019

A dependência química no Brasil surge como um problema que exige ações inadiáveis. Segundo o Levantamento Nacional de Álcool e Drogas, o país ocupa o segundo lugar entre os países que mais consomem cocaína e derivados. Com isso, nota-se que a internação involuntária de dependentes químicos no Brasil auxilia promover melhor qualidade de vida à sociedade, uma vez que que beneficia pessoas em situação de vulnerabilidade social, ao devolver-lhes a saúde e autonomia, assim como previne danos ao restante da população.

Referente aos indivíduos que são usuários de drogas, pode-se perceber que a internação inconsulta destes é um fator determinante para sua preservar sua saúde e integridade. Segundo o doutor Osmar  Terra, as drogas possuem caráter destrutivo no cérebro humano, fazendo com que seus dependentes percam a capacidade de discernimento sobre o que se passa ao seu redor, tornando-lhes cegos quanto à necessidade de ajuda, e tolhendo-lhes o livre arbítrio.

Além disso a norma ajuda a promover maior segurança para o restante dos cidadãos que, muitas vezes, são feridos ou mortos por outros que estão sob ação de entorpecentes. Na zona sul da cidade do Rio de Janeiro, em 28 de junho desse ano, duas pessoas foram mortas e cinco feridas por um morador de rua que é dependente químico. Sendo assim percebe-se que a providência, consequentemente, possibilita a segurança da população, haja vista que com a retirada da ação dos químicos o indivíduo consegue, por meio de tratamento médico, retornar ao seu juízo perfeito, e deixa de agir descontrolada e violentamente.

Assim, para garantir que a internação involuntária de usuários de drogas seja bem-sucedida, é urgente que o poder Executivo, junto ao Ministério da Saúde, destine recursos para a construção de clínicas de reabilitação, capacitação de profissionais da saúde e centros comunitários com atividade e cursos profissionalizantes que visem a reinserção destes indivíduos na sociedade. Ademais, o Ministério da Educação deve promover palestras nas escolas, ministradas por profissionais da saúde que, munidos de dados, estudos científicos e documentários produzidos no Brasil, alertem os jovens quanto aos riscos do uso de drogas, com objetivo de prevenir e diminuir o número de casos no país.