A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.

Enviada em 01/11/2019

Livre do vício

A vida de Chritiane F. é retratada em um longa metragem mostrando sua relação com as drogas e prostituição já na infância. A jovem alemã de 13 anos, por conta da curiosidade resolveu experimentar a nova droga em uma festa. Afundou-se em um vício por conta do frequente consumo de heroína, que levou para a prostituição para continuar comprando a droga. Mesmo com a sua luta contra o vício durante anos teve enfrentar recaídas e consequências em sua saúde. Até que ponto a internação involuntária seria uma solução eficaz para a problemática dos dependentes químicos no Brasil?

Segundo a revista Exame, 600 mil pessoas consomem drogas no país e o número de dependentes químicos na cracolândia aumentando. É uma questão de saúde pública, pois além de afetar as famílias dos usuários, também afeta a sociedade. De acordo IPCA e o Ministério da Saúde, o governo gastou mais de 9 bilhões com dependentes químicos na última década.

Essa situação também afeta a segurança da população, pois o uso desenfreado, junto com armas e veículos, como carros e motos, podem causar acidentes e brigas. Isso mostra que deve ser feita uma intervenção para um tratamento, mostrando-se a solução mais adequada para conter o individuo. Além de preservar saúde própria, consequentemente reduz o risco de causar danos a terceiros, e também reduzindo os gastos públicos com o livramento do vício com o tratamento.

Contudo, o presidente da atual gestão deve manter a lei que autoriza a internação involuntária porque pode servir como a última esperança para o fim do vício. O Ministério da Saúde junto com o Ministério da Educação devem promover programas sociais em escolas e comunidades, alertando dos males causados pelas drogas para os jovens, que futuramente serão adultos conscientes e longe do vício.