A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.
Enviada em 01/11/2019
Atualmente presencia-se um aumento na procura médica por familiares para tratar sobre casos de dependência química. Todavia mesmo com toda a procura, o tratamento se encontra ineficaz para a reinserção do individuo na sociedade, Nesse âmbito, analisa-se que o principal problema durante a procura médica é o apoio familiar e social com o dependente e pela insuficiência nas politicas publicas.
Hodiernamente, os investimentos governamentais que se referem ao abuso de substâncias químicas estão focadas na punição como solução, ou seja, cortar o problema pela raiz, que no caso, é o trafico. Todavia deve-se colocar em pauta o principal problema, o que se fazer com o dependente.A falta de investimentos na saúde publica, no qual verbas destinadas à esfera do tratamento, dificultando tanto os aspectos quantitativos como número de centros, profissionais, medicamentos, quanto os qualitativos, pesquisas científicas, qualidade estrutural de instituições para assistência, por exemplo, alcoólatras e usuários de crack e cocaína. Com isso, os dependentes enfrentam obstáculos para minimizar o problema e, assim, o corpo social não funciona harmonicamente como deveria, conforme o sociólogo Émile Durkheim.
Outrossim, a falta de socialização e sociabilidade, princípios básicos de convívio coletivo de acordo com Durkheim, e a individualidade típica da sociedade moderna, conforme Zygmunt Bauman, são fatores que submetem o homem a angústias financeiras, psicológicas e sociais, levando-o a recorrer às drogas como refúgio. Diante disso a unica saída para a família e diante a sociedade é a internação que por muita das vezes vem a ser involuntária devida a falta de aceitação sobre a própria situação, Como diria Montaigne, ‘’não temos consciência de si, pois atos que julgamos naturais, provêm do costume.”
Tendo em vista os argumentos supracitados, observa-se a necessidade de medidas que mitiguem os problemas sociais e falta de infraestrutura para tratamento no Brasil.Portanto, o Governo deve, por meio de programas assistenciais como o já criado em 2018, destinar mais verbas para a área de saúde dos viciados, a fim de haja a construção e manutenção de centros de tratamento em todos os polos regionais do país. Ademais, é essencial que instituições sociais, como a Igreja, por meio de palestras, e ONGs, por intermédio de publicidades em revistas, jornais ou televisão, conscientizem a população acerca da importância de incentivar os dependentes a procurarem tratamento, para que, desse modo, tais pessoas possam ser reinseridas na sociedade.