A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.
Enviada em 01/11/2019
O histórico brasileiro nos mostra que a imposição do estado perante a sociedade não resolvem problemas sociais tendo como exemplo, 1904 com a Revolta da Vacina cujo o motivo foi exatamente a exigência da imunização para todo brasileiro. Isso se reflete na atualidade com os problemas com drogas que em busca de redução geram discussões sobre ações obrigatórias e o esclarecimento dos brasileiros sobre o uso de drogas.
Tendo em vista o que Albert Einstein disse " A distinção entre passado, presente e futuro é apenas uma ilusão teimosamente persistente", o uso de drogas ilícitas começaram desde antes da colonização e aumentam cada dia mais, sendo a maioria adolescentes que buscam as substâncias,para fugirem da realidade e acabam entrando no vício. Com isso em 2019 o Governo sancionou a lei que autoriza a internação involuntária a partir de um laudo médico para uma redução em massa em cidades.Sendo assim o Governo acaba fazendo uso da gentrificação em espaços como a Cracolândia com fins de aumentar lucros tirando os dependentes químicos ou por internação compulsória ou apenas sem saber para onde grande parte pode acabar indo. Por conta disso aumentaram as discussões sobre o ato ser ou não uma violação da Constituição que garante o direito de liberdade e sobre a demonstração de grandes desigualdades sociais de como é visto alguém de classe alta que utiliza drogas e alguém de classe baixa utilizando as mesmas.
Diante desse cenário com as demonstrações de desigualdades sociais, o desvio de informações entre as classes presente pela dificuldade em ter acesso a meios de comunicações e até mesmo pelo fato de como as pessoas de baixa renda são vistas quando se trata de drogas. As escolas públicas seguem uma grade curricular dada pelo próprio governo, que mesmo sendo uma realidade mais presente em comunidades mais humildes, acaba por limitar o esclarecimento sobre os malefícios das substâncias e mesmo que os professores e demais funcionários saibam da existência das mesmas em escolas ou até mesmo nas famílias dos alunos são limitados no que podem falar ou apenas relevar.
É preciso portanto que o Ministério dos Direitos Humanos entrem com um pedido de reconsideração da Lei com intenção de evitar qualquer tipo de revolta, tendo exemplo o histórico brasileiro com ações obrigatórias. Ademais é evidente que o Ministério da Educação apoiado pelo Governo e com acordo com os meios de comunicação em massa, criem campanhas, palestras sobre drogas e vícios em gerais e além disso consigam mais liberdade para funcionários públicos abordarem o tema se necessário em escolas e qualquer tipo de auxilio psicológico para famílias de usuários e ate mesmo os próprios usuários.