A internação involuntária de dependentes químicos no Brasil.

Enviada em 01/11/2019

O consumo de drogas ilícitas, intensificado e popularizado principalmente na segunda metade do século XX, contribuiu para caracterizar a região popularmente conhecida como cracolândia. É nesse contexto, que uma das maiores capitais brasileiras tem tomado medidas relacionadas à internação compulsória de usuários de crack paulistanos, como uma tentativa de devolver a esses cidadãos uma melhor perspectiva em relação à vida, nos mais variados âmbitos.

É uma falácia afirmar que todos os dependentes que continuam consumindo esses entorpecentes, fazem isso por vontade própria, visto que essas substâncias agem de tal forma no organismo que acabam por alterar regiões cerebrais, como já foi comprovado por diversas pesquisas nacionais e internacionais. Assim, a necessidade que o corpo desses usuários sente ultrapassa o raciocínio lógico, fazendo com que esse vício não possa ser controlado sem algum auxílio externo.

Além disso, são muitos os motivos que tornaram essas pessoas usuários de drogas. Problemas familiares, sociais, econômicos e de autoestima fazem parte de um pacote que contribui para que essas pessoas busquem alternativas que a as tirem de suas realidades. Ou seja, elas já não estavam em boas condições psíquicas antes mesmo de começar a consumir substâncias ilícitas. E o consumo dessas drogas e consequentemente o estado de vício só contribui para degenerar a situação de vida desses dependentes.

O Ministério da Família em parceria com secretárias da assistência social deve criar projetos para engajar e recuperar os dependentes químicos para que estes não sejam internados de maneira compulsória nem se percam no mundo das drogas, junto a isso, criar campanhas nas escolas para evitar crianças de um futuro contato e dependência química.